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Sábado, 14 de Abril de 2007
Deus sempre foi essencial na minha vida... desde que me lembro. Na infância, Jesus, que tinha um rosto, era o meu preferido. Deus, que me diziam ser seu pai e nosso, sempre me surgia na memória mais com aspecto de avô. Era, portanto, com Jesus que eu me entendia. Era um pouco como um irmão mais velho. Foi na catequese que eu tive o primeiro contacto com eles, antes, eu lembro-me vagamente de rezar a uma entidade abstracta todas as noites, quando o sono permitia. Era como uma cantilena que eu memorizara e repetia, noite após noite, por vezes, com algumas lacunas que me obrigavam a voltar ao início, e repetir tudo, antes de me aconchegar entre o fino e maleável colchão e o peso dos cobertores quentes e suaves. Na catequese, o meu primeiro livro tinha umas figuras tão perfeitas e umas paisagens tão bonitas que, aliada à mensagem, me faziam sonhar... e, do que via, eu continuava mentalmente a história fazendo mover aquelas personagens... são doces folhas de memórias soltas! Ainda adolescente, pensei seriamente em seguir a vida religiosa. Pensei nas carmelitas e também nas irmãs missionárias que dedicavam a sua vida ao serviço dos outros... e o meu coração balançava indeciso! Ambas me atraíam por razões diferentes: na primeira, seduzia-me a vida simples e verdadeira que eu imginava existir num local habitado por essas irmãs; na outra, contudo, seduzia-me a ajuda aos outros e, sobretudo, a partida que simbolizava também o afastamento da sociedade escravizante em que vivemos. A liberdade de poder agir em prole do bem daqueles que necessitam, partilhando com eles sucessos e desânimos, amando-os como família que são, a grande família de Deus! Ainda hoje eu sinto em mim um apelo inexplicável... Depois, com o avanço da vida, a minha fé nunca me abandonou, embora tenha havido momentos em que me deparei com acontecimentos que a puseram duramente à prova! Devo confessar que me fizeram mal de toda a maneira e feitio. Pessoas que me deveriam proteger devido aos laços que nos uniam então, e que seriam insuspeitáveis, embora uma delas sempre tenha mostrado por palavras e actos o seu ódio por mim... mas a outra enganava mais. Era mais discreto e hipócrita! A máscara perfeita! Mas nem com o mal que me fizeram, fosse ele visível ou não, e fazem, eles vão conseguir afastar-me do caminho que me leva a Deus. Poderá haver curvas apertadas no meu caminho, poderá um dia a dor falar mais alto que a razão, poderá um dia a dor transformar-se em revolta amarga... mas nem por artes mágicas negras eles haverão de me escravizar ao mal... o desafio está lançado! Deus é grande e irá ajudar-me! Mesmo que eu me esqueça disso por momentos... ou me façam esquecer!


publicado por fatimanascimento às 13:20
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